Em dois meses, seis ministérios com casos de suspeita de corrupção – Agricultura, Turismo, Transportes, Minas e Energia, Cidades e Casa Civil.

Tudo começou com o ex-ministro chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. Depois de apresentar um enriquecimento injustificável, que coincidiu com o período da campanha de Dilma Rousseff ao Palácio, Palocci foi afastado do cargo.

Foi apenas o início de uma “limpa” no poder executivo.

Para quem pensa que a presidenta planeja interromper a limpa desenfreada, está enganado. Para interlocutores, Dilma tem deixado claro que nem passa por sua cabeça diminuir o ritmo das investigações.

Frear a Política Federal? Nem pensar…

Porém, como se sabe, mexer com este tipo de assunto é colocar a mão no vespeiro. Por isso, os aliados que Dilma conseguiu nesta segunda-feira, dia 15, são fundamentais.



Enquanto o Congresso virou às costas para a presidenta, senadores iniciaram um movimento de apoio ao processo “anti-corrupção”.




Parlamentares do PMDB, principal partido da base governista, são os mais animados com a postura de Dilma.



Até mesmo senadores da oposição, como Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), levantam a bandeira da “limpeza”.

Enquanto isso, para tentar acalmar os deputados descontentes, Dilma deve voltar a liberar emendas parlamentares nesta semana. O objetivo é exatamente conter os ânimos do congresso.

Para representar o que pode caracterizar um momento histórico no país, de mudança de postura ética e moral, o senador Pedro Simon (PMDB-RS), idealizador do movimento de apoio à Dilma, evocou figuras do passado: “Se, neste momento, nesta segunda-feira, 15 de agosto, um mês histórico, uma semana histórica, que invoca a renúncia do Jânio, a morte do Jango e a legalidade do Brizola, se nessa hora nós tivermos condições de fazer esse movimento, se o presidente Sarney tiver a grandeza de ser presidente do Congresso e os líderes tiverem um pouco mais de humildade, nós podemos iniciar o movimento.”