Como antecipado por uma fonte neste domingo, dia 3 de julho, as comissões internas e o Jurídico da Câmara de Vereadores de Pindamonhangaba assinaram pareceres contrário ao repasse de verba pública para a Expovap 2011.

Os motivos dos pareceres não foram explicados em plenário, mas, prejudicado, o projeto nem precisou ser votado. Resumindo: não foi aprovado!

Segundo relatos, antes da sessão ordinária desta segunda-feira, dia 4, os parlamentares se reuniram às portas fechadas e o clima teria sido bastante tenso.

Pouco utilizada, a pausa de 15 minutos antes de serem discutidos e votados os projetos da ordem do dia, também foi utilizada.

Quem ganha com esse resultado? A própria política…

Desmoralizada pelos recentes e constantes casos de corrupção que atinge todas as esferas (municipal, estadual e federal) e pela “fácil” circulação de dinheiro público, a classe política precisa, por vontade própria, virar esse jogo.

O Legislativo de Pinda mostrou pulso firme ao não liberar verba pública para um evento com as dimensões comerciais como a Expovap, sem que justificativas coerentes sejam apresentadas para isso.

Exemplo

A festa de São João de Caçapava e a própria programação de aniversários de Pinda são exemplos de como o dinheiro público pode ser bem aplicado para que a população tenha evento de qualidade e sem precisar tirar dinheiro do bolso.

Na festa de Caçapava este ano, foram oito dias de atividades e shows como Elba Ramalho e a Orquestra Paulistana de Viola Caipira. Tudo de graça…

Neste domingo, no centro da Pinda, por meio do projeto Circuito Paulista de Cultura, a população pode curtir a Jazz Sinfônica do Estado.

Agora, seria possível justificar mais de 100 mil reais para uma festa privada, que conta com o apoio da iniciativa privada, e com apenas um dia aberto ao público?

Com R$ 150 mil na mão, você consegue oferecer, no mínimo, um evento cultural de boa qualidade por mês para a população, com dança, teatro e música…