Nesta semana, em conversa rápida com uma coordenadora de uma escola estadual de Pindamonhangaba, consegui entender um pouco o quanto complexo seria um processo para resgatar o ensino de qualidade no Estado e no país.
Vou reservar o direito de não revelar o nome da coordenadora com quem conversei, bem como o nome da instituição de ensino onde ela trabalha. “Não deixo mais minha filha ir qualquer horário no portão de casa por medo de represália”. Não é preciso mais detalhes para explicar o motivo do anonimato.
A fonte fez uma colocação bastante preocupante: “Não consigo cumprir minha agenda pedagógica, pois passo o tempo inteiro resolvendo problemas de ordem social dos alunos. Não estou falando de falta de recursos, mas de atitudes de vandalismo e desrespeito contra professores e entre os próprios alunos.”

As afirmações acima aconteceram durante um evento realizado no dia do aniversário de Santo Antonio do Pinhal – dois finais de semana atrás. A cidade fez uma homenagem aos professores que no passado atuaram no município. “Acho que os professores da atual geração nunca terão um reconhecimento como esse”, destacou a fonte, que faz parte do atual quadro acadêmico.

Para fechar a conversa, um desabafo: “Não sei até quando vou aguentar!”

Olha que estamos falando de Pinda e do Estado de São Paulo. Imagina por esse “Brasilsão”?!