O início de 2010 foi marcado por uma das maiores tragédias ocorridas no Vale do Paraíba. No dia 1º de janeiro do último ano, os moradores de São Luiz do Paraitinga enfrentaram uma enchente que destruiu praticamente todas as construções história da região central – entre elas, a igreja matriz da cidade.

A tragédia apenas não teve maiores proporções humanas devido ao trabalho ágil e sem precedentes do grupo de rafting.

Então, um ano depois, o início de janeiro de 2011 é novamente marcado pelas fortes chuvas. Nesta terça-feira, dia 11, a madrugada foi de chuva e consequências trágicas. Em São José dos Campos, no bairro Rio Comprido, cinco pessoas morreram soterradas devido ao deslizamento de terra que atingiu algumas casas no bairro.

No mesmo local, duas jovens foram resgatadas com fraturas no corpo.

Apenas uma resposta da natureza ao homem? Talvez não seja nem uma resposta, mas um alerta. A infraestrutura das cidades está defasada, com redes de esgoto mal instaladas e falta de galerias, existe um grande número de pessoas morando em locais de alto risco, os rios que cortam a região enfrentam sérios problemas de assoreamento, entre outros pontos.

Está na hora do poder público parar de planejar, discursar e prometer. É preciso agir!

Pinceladas da terça

Nem em 24 horas. Pior, nem em 20 anos…

Sobre o problema das enchentes enfrentado pelo Estado de São Paulo, o governador Geraldo Alckmin – eleito para o seu terceiro mandato – afirmou que nada pode ser resolvido em 24h. O problema é que há 20 anos o PSDB comanda o governo do Estado e o discurso, nessas duas décadas, é que as enchentes não serão mais uma dor de cabeça para paulistas e paulistanos. Alckmin também deveria ter um pouco mais de sensibilidade para saber que esse tipo de ironia não é compatível para alguém eleito pelo povo – ainda mais no atual momento. Afinal, uma obra pode não conseguir ser feita em 24 horas, mas uma vida se vai em milésimos.

A última frase pode parecer sensacionalismo. Assim fosse…

Na esquina

Hoje, em uma esquina de Pinda, o ex-vice-prefeito da cidade, João Bosco Nogueira, falava em alto e bom tom no celular. O assunto: alguma entrevista. Talvez estivesse comentando com alguém sobre a entrevista que concedeu ao jornal Folha de S. Paulo. Nela, JB reafirma tudo o que falou em depoimento ao Ministério Público e a primeira CEI das Merendas, em 2006.

Entre os pontos abordados pelo político, está o suposto envolvimento do empresário Paulo Ribeiro na formação de cartéis para o superfaturamento da merenda escolar no município. “Ele (Paulo) financiou a campanha do João Ribeiro e [depois de eleito] o prefeito entregou a Secretaria de Finanças para indicados por (Paulo) Ribeiro”, disse JB à Folha.

João Bosco também reafirmou ter informado o prefeito sobre o esquema que estava se formando dentro da prefeitura e disse que Paulo Ribeiro participou das reuniões ocorridas na casa de João Ribeiro para a formação da equipe de governo no início de 2004. “(Paulo) participava de todas as reuniões de transição, que eram na casa do prefeito. Quando ele apareceu na primeira reunião oficial, já na prefeitura, eu contestei. Aí o prefeito proibiu”, destacou Bosco em outro trecho da entrevista.

Segundo o jornal, a assessoria do prefeito confirmou que Paulo Ribeiro participou das reuniões da formação de equipe depois da primeira eleição, em 2004.

Passagem cara

O valor do transporte público em Pinda continua repercutindo negativamente. Desde o dia 2 de janeiro, os usuários de ônibus estão tendo que desembolsar R$ 2,55. Para se ter uma ideia, a linha Pinda-Taubaté está R$ 2,40. Veja: sai mais barato ir para a cidade vizinha do que andar dentro da própria cidade. E, em Taubaté, o valor da passagem urbana também é R$ 2,40.

2012

No artigo principal desta quarta-feira, dia 12, o tema será eleições 2012. O blog vai trazer uma nova estratégia que poderá ser utilizada pelo prefeito João Ribeiro para ter um candidato forte dentro de dois anos.