Quem poderia imaginar?

O último debate antes das eleições, realizado pela principal emissora do país, foi também o mais sonolento.

Culpa de Passione, que se estendeu mais que além das 22h30?

Antes fosse…

Na reta final da campanha, pouco – ou melhor, nada! – novo apresentaram os candidatos.

E, por incrível que possa parecer, em nenhum momento houve confronto direto entre a petista Dilma “Lula” Rousseff e o tucano José “Erenicegate e Receitagate” Serra – os dois principais protagonistas do pleito.

Verdade que o modelo do debate não ajudou – padrão globo de chatice, diga-se.

Dilma teve duas chances de formular perguntas a Serra – evitou. Algo comum, uma vez que situação dificilmente procura sarna na oposição.

O tucano, por sua vez, teve uma oportunidade de questionar Dilma. Preferiu se dirigir a Marina “11%” Silva.

Perdeu a única chance de confronto direto. Uma falha imperdoável para um candidato oposicionista que não pode perder a chance de confrontar seu adversário principal em nenhuma oportunidade.

Será que nessas alturas Serra já vê Marina como sua principal rival?

Deixando suposições de lado, o que se viu mais uma vez foram as mesmas propostas – todas pautadas em responsabilidades, desenvolvimento econômico e social, questões ambientais. Enfim, o famoso e vago discurso da sustentabilidade…

No sonolento debate global, Plínio “Utopia” Sampaio deu o tom apimentado e Marina levou ligeira vantagem sobre seus dois principais rivais.

Boa de discurso, explorou as – poucas – ideias debatidas de fato com muita assertividade.

E o caso Erenice Guerra? Se dependesse do debate da Globo, nem a própria Erenice estaria sabendo que se envolveu em um caso de influência – corrupção. O “Erenicegate” nem citado foi…

Nova falha de Serra, que sabe do baixo índice de conhecimento do público sobre o ocorrido. Era a chance de explorar o fato em uma grande mídia.

No resumo da ópera, apenas uma goleada de alguns candidatos poderia mudar os rumos desenhados para o dia 3 de outubro. Tivemos, podemos por assim dizer, um decepcionante empate técnico.

Melhor para Dilma, que segue com o favoritismo até domingo… Porém, assim como favoritismo não decide partida de futebol, a política não foge à regra!

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