Não deu certo!

Com esse sentimento devem estar todos os envolvidos com a cúpula de José Serra na corrida presidencial.

Os novos dados divulgados pelo Instituto Datafolha nesta sexta-feira, dia 10 de setembro, jogam por terra o que o ninho tucano considerava como “fato novo”: a quebra de sigilo na Receita Federal da filha e do genro de Serra.

Já alertará alguns cientistas políticos logo que o fato ganhou os holofotes: “isso não refletirá na esfera eleitoral!”

Dito, escrito e confirmado.

Os novos dados do Datafolha mostram a manutenção da liderança de Dilma Rousseff, com 50% das intenções de votos. Na pesquisa divulgada no dia 3 de setembro, Dilma tinha o mesmo número. Dentro da margem de erro de dois pontos, a ex-ministra fica entre 48% e 52%.

Nos votos válidos, Dilma vai a 56% e venceria a eleição no primeiro turno.

Na comparação entre os dois levantamentos, Serra oscilou negativamente 1 ponto, caindo de 28% para 27%. Porém, dentro da margem de erro o tucano pode não ter sofrido nenhuma oscilação.

O mesmo acontece com a “verde” Marina Silva, que tinha 10% no dia 3 e agora aparece com 11%.

A manutenção do quadro em uma semana comprova a estabilidade do eleitorado brasileiro com a aproximação do pleito. O caso da quebra de sigilo dos familiares de Serra, divulgado exaustivamente pela mídia e programas de governo do tucano e aliado, nada surtiram de efeito.

Em seu programa, ao invés de fugir do assunto, Dilma deu ainda mais espaço ao tema – em tom de defensiva, obviamente.

A verdade é que o eleitor está “careca” de saber que acusações sempre estouram em época de eleição. Definitivamente, isso não cola mais!

Até mesmo Serra, antes da bola de neve aumentar, amenizou afirmando que o caso era “normal”.

O novo discurso do tucano agora é de “alertar” os lulistas – muitos dos quais votam em Dilma. Em sabatina do jornal “O Globo”, Serra afirmou que se Dilma vencer as eleições, Lula não será eleito nem deputado em 2014.

Emendou, afirmando que para Lula voltar ao poder, “eu tenho que ser eleito”.

Novo posicionamento curioso.

Serra continua firmando sua imagem próxima a de Lula – agora, chega ao ponto de se colocar como “ponte” para um possível retorno do atual presidente ao cargo. Curioso? Chega a ser cômico…

Marina, por sua vez, traz aos palcos televisivos a imagem de Caetano Veloso. O cantor rebate o termo “eleição polarizada” e enaltece Marina como alternativa real e viável.

Assim como Caetano, Fernando Gabeira fecha a nova peça publicitária com a afirmação: “Junto, vamos levar a Marina Silva ao segundo turno!”

O “despencar” de Serra, mesmo que discreto, faz brilhar os olhos de Marina. Sem falar nos votos que Marina tem, eventualmente, puxado de Serra, ainda há 6% do eleitorado que se diz indeciso.

Porém, com a eleição cada vez mais próxima e a linha de evolução das pesquisa bastante horizontal, resta ao PSDB voltar os olhos para São Paulo, onde em uma semana Geraldo Alckmin perdeu 4% e Aloísio Mercadante ganhou a mesma quantia levantamento Ibope desta sexta-feira, 10. Redução de 8 pontos percentuais. A disputa está assim: 50% X 22%

De fato, placar ainda muito elevado – maior do que a corrida presidencial. O problema está na posição da linha evolutiva. Em SP, ela apresenta desenho diagonal – Geraldo em queda e Mercadante em subida.