Dificilmente haverá “fato” novo. Único combustível capaz de reverter novamente o jogo para o lado da oposição. Alguns cientistas políticos já cravam: “A eleição está cada vez mais decidida!”

O instituto Datafolha divulgou uma nova sondagem da corrida presidencial neste sábado, dia 21 de agosto.

As entrevistas foram realizadas ontem (sexta-feira), três dias após o inicio do horário eleitoral no rádio e na tv.

Em um curto espaço de sete dias, desde o levantamento divulgado no dia 12, Dilma Rousseff saltou seis pontos, enquanto José Serra caiu três. O cenário agora é de 47% para a petista e 30% ao tucano.

Considerados os votos válidos, Dilma passa dos 50%, chegando a casa dos 54%. Portanto, se a eleição fosse hoje, venceria no primeiro turno.

Enquanto isso, Marina Silva oscilou um ponto percentual negativamente – 9% – dentro da margem de erro de dois pontos.

A alavancada de Dilma acontece em um momento importante da corrida eleitoral. Em 2008, quando era apenas um sonho de Lula para a sucessão, Dilma tinha de 2 a 3 por centro nas sondagens. Foi subindo, passando ao patamar dos 10%, beliscou os 20%, superou os 30%, virou sobre Serra e, agora, lidera com folga – na reta final.

Neste momento, a preocupação do tucano é não permitir que a ex-ministra leve a disputa ainda no primeiro turno – hoje uma realidade. Realidade que já foi de Serra nas sondagens de 2009.

O posicionamento dos programas de rádio e tv, em que o PSDB tenta aproximar o nome de Serra ao de Lula, com frases como “Serra e Lula, dois homens de história, dois líderes experientes” e “Nosso Lula está saindo/ O Lula fez as coisas, a gente sabe…”, é p claro sinal de desespero do ninho tucano.

Não há como aplicar um discurso de mudança quando se enfrenta um governo com 77% de aprovação. Então, o melhor a fazer é tentar ir no vácuo. O problema é que, agora, ficou tarde demais…