A campanha do governador José Serra rumo ao Planalto Central é marcada por “pecados” desde o início.

E, mais uma vez, o erro maior é do próprio PSDB.

O partido continua com uma postura solitária – como o “todo poderoso”!

Nem mesmo o PT, com todos os argumentos na mão para reinar sozinho, deixa de valorizar a construção de uma base sólida e contar com um braço direto forte. No caso, o PMDB.

Preocupado com o caso do mensalão do DEM, registrado em Brasília, o tucanato foi aos poucos minando o partido de sua coligação. A ideia não era excluí-lo da chapa, mas sim posiciona-lo como coadjuvante.

O DEM aceitaria tal posição, pensando no “plano nacional”, permitindo uma chapa puro-sangue formada por Serra e Aécio Neves. Porém, deixou bem claro, desde o início, que não aceitaria outra possibilidade.

Com o “não” de Aécio, colocava-se no direito de indicar o vice de Serra.

Mas os caciques tucanos fizeram pouco caso da postura dos ‘demos’ e, simplesmente, na reta final da definição das chapas, “enfiaram” Álvaro Dias, senador tucano, como vice de Serra.

O pior, a notícia caiu no reduto democrata através de uma mensagem postada pelo “famoso” Roberto Jefferson em seu Twitter.

Instalou-se a ‘quizomba’!

E, para apaziguar os ânimos, em menos de 48 horas o vice deixou de ser Dias e passou ao nome de Índio da Costa, democrata do Rio de Janeiro.

Resumindo: o PSDB fez o que deveria ser desde o início – valorizar seus aliados. Porém, devido aos erros de articulação, a imagem cravada é que o partido teve de “abrir as penas” ao revoltado contingente democrata.