Outro dia o assunto na rodinha era Big Brother Brasil. A conversa não girava em torno de quem seria o eliminado da próxima semana, mas, sim, qual é a função (ou disfunção) do referido programa.

Obviamente, como disse bem Flávio Ricco em sua coluna diária no UOL, goste ou não, o formato pegou no Brasil. Para a Rede Globo, duas importantes conquistas – diretamente ligadas: ibope e lucro.

Então, voltando ao papo de rodinha, concluímos que o programa é puramente de entretenimento. Algo até mesmo óbvio. Mas filosofamos bastante até chegar ao determinado termo.

Porém, concluímos também que a atual versão, de número 10, traz algo além de entretenimento. Frases puramente preconceituosas e na contra-mão da atual realidade transformam o BBB também em uma fábrica de maus exemplos.

O “brother” (não meu, claro) Dourado, que participa pela segunda vez do programa, afirmou recentemente que apenas os homossexuais contraem o vírus da AIDS. Há dois caminhos – ambos dignos de repudia: ou a frase é preconceituosa ou ignorante.

O outro, Serginho, disse em claras palavras que não doa sangue nem que o paguem. É mole? Como diria José Simão, mas sobe…

E assim caminhamos. Fica apenas uma “pergunta-exclamativa” no ar: há como fazer entretenimento descente, não?!