A oposição está tensa.

A última pesquisa Data Folha, que mostra uma redução drástica na margem que separa o, ainda, líder na corrida ao Planto José Serra (PSDB) e a escolhida do presidente Lula, a ministra Dilma Rousseff (PT), é a grande responsável pelo turbilhão.

O mesmo instituto, que em dezembro apresentou um levantamento que mostrava 14 pontos de vantagem ao tucano, 37% x 23%, agora revela um quadro bem mais tenebroso para a oposição. Na pesquisa feita no fim de fevereiro, a diferença reduziu para 4 pontos, 32% x 28%, ainda a favor de Serra.

Mesmo assim, deu-se o rebu.

Partidos aliados da oposição em esfera nacional resolveram “gritar”. DEM e PPS, linha de frente do grupo, cobram, que seja uma insinuação de Serra sobre sua pré-candidatura ao planalto. Vale lembrar que nem o próprio PSDB conseguiu isso de seu partidário.

Então, com o cenário virando para o lado de Dilma, agora pré-candidata oficial, voltou-se a cena tucana o projeto chapa “puro-sangue”. Projeto, inclusive, apoiado pelo DEM – partido que teria o “real” direito de ocupar o cargo.

No entanto, mesmo os democratas, entendem que a participação mais ativa de Aécio Neves na disputa presidencial pode ser essencial. Querem o tucano mineiro de vice.

Ex-candidato a pré-candidato pelo PSDB na corrida presidencial, Aécio resolveu abrir mão de disputa em dezembro. Sentiu no tucanato um cheiro de preferência por Serra. Agora, obviamente não negaria, vai ceder apenas o palanque em Minas. Estará ao lado nos comícios. Mas, a resposta a nova proposta para ser vice, que deve acontecer na noite desta quarta-feira, em conversa com os partidos aliados do PSDB e com a presença de Serra, o mineiro já tem pronta: Nem vem que não tem.

Preterido no plano maior – da presidência -, Aécio não quer ser agora a alavanca para erguer Serra. Para pessoas próximas, já deixou claro que não se sentirá culpado caso a oposição saia derrotada da disputa presidencial.

Para piorar ainda mais as coisas para o ninho tucano, o “plano B” para a provável nova recusa de Aécio tem nome: Tasso Jereissati (PSDB-CE). Representante do estado Nordestino no Senado, Tasso poderia ser uma arma importante na aproximação com o colégio eleitoral mais fiel ao presidente Lula.

Porém, essa hipótese, antes mesmo de ser analisada, já foi descartada pelo aliado DEM. Os democratas afirmam que, em caso de negativa por parte de Aécio, no cargo de vice terá um demo.

Para quem via nos conflitos entre os aliados PT e PMDB um cheiro de fumaça. Na oposição o cenário é de fogo dos quentes.

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